quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Mito da Caverna





Imaginemos uma caverna separada do mundo externo por um muro alto. Entre o muro e o chão da caverna há uma fresta por onde passa um fino feixe de luz exterior, deixando a caverna na obscuridade quase completa. Desde o nascimento, geração após geração, seres humanos encontram-se ali, de costas para a entrada, acorrentados sem poder mover a cabeça nem se locomover, forçados a olhar apenas a parede do fundo, vivendo sem nunca ter visto o mundo exterior nem a luz do sol, sem jamais ter efetivamente visto uns aos outros nem a si mesmos, mas apenas as sombras dos outros e de si mesmos por que estão no escuro e imobilizados. Abaixo do muro, do lado de dentro da caverna, há um fogo que ilumina vagamente o interior sombrio e faz com que as coisas que se passam do lado de fora sejam projetadas como sombras nas paredes do fundo da caverna. Do lado de fora, pessoas passam conversando e carregando nos ombros figuras ou imagens de homens, mulheres e animais cujas sombras também são projetadas na parede da caverna, como num teatro de fantoches. Os prisioneiros julgam que as sombras de coisas e pessoas, os sons de suas falas e as imagens que transportam nos ombros são as próprias coisas externas, e que os artefatos projetados são seres vivos que se movem e falam.
Um dos prisioneiros, inconformado com a condição em que se encontra, decide abandoná-la. Fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. De inicio, move a cabeça, depois o corpo todo; a seguir, avança na direção do muro e o escala. Enfrentando os obstáculos de um caminho íngreme e difícil, sai da caverna. No primeiro instante, fica totalmente cego pela luminosidade do sol, com a qual seus olhos não estão acostumados. Enche-se de dor por causa dos movimentos que seu corpo realiza pela primeira vez e pelo ofuscamento de seus olhos sob a luz externa, muito mais forte do que o fraco brilho do fogo que havia no interior da caverna. Sente-se dividido entre a incredulidade e o deslumbramento.
Ao permanecer no exterior o prisioneiro, aos poucos se habitua a luz e começa a ver o mundo. Encanta-se, tem a felicidade de ver as próprias coisas, descobrindo que estivera prisioneiro a vida toda e que em sua prisão vira apenas sombras. Doravante, desejará ficar longe da caverna para sempre e lutará com todas as forças para jamais regressar a ela. No entanto não pode deixar de lastimar a sorte dos outros prisioneiros e, por fim, toma a difícil decisão de regressar ao subterrâneo sombrio para contar aos demais o que viu e convencê-los a se libertarem também.
Só que os demais prisioneiros zombam dele, não acreditando em suas palavras e, se não conseguem silenciá-lo com suas caçoadas, tentam fazê-lo espancando-o. Se mesmo assim ele teima em afirmar o que viu e os convida a sair da caverna, certamente acabam por matá-lo. Mas quem sabe alguns podem ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidir sair da caverna rumo a realidade?


Filósofo Platão

Frases do grande ser iluminado Jesus de Nazaré (Jesus Cristo)




“Há muitas moradas na Casa de meu Pai.”

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai se não por mim.”

“Aquele que crê em mim nunca estará sozinho.”

“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem
vive e crê em mim nunca morrerá.”

“Amarás a Deus e ao teu próximo, assim como amas a ti mesmo.”

“O que queres que os homens façam por ti, faça igualmente por eles.”

“Eis que até mesmo o mais forte rochedo ruirá perante a vontade do Senhor. Até mesmo a mais forte das fortalezas sucumbirá perante a vontade do Senhor.”

“Para isto eu nasci e vim ao mundo, para dar testemunho da verdade; todo o que está pela verdade, ouve a minha voz.”

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento; e o segundo, semelhante a este é: Amarás teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas.”

“Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, eu deste mundo não sou.”

“Se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no Reino dos Céus.”

“Eu sou a luz do mundo, aquele que Me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”

“Em verdade vos digo, aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. O que nasceu da carne, é carne e o que nasceu do espírito é o espírito.”

“Ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que Eu vos tenho ensinado.”

“Buscai primeiro o reino dos céus e a sua justiça e todas estas coisas serão acrescidas.”

“Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.”

“Ponha-te de acordo, sem demora, com teu adversário, enquanto estas com ele a caminho, para que não suceda que te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao seu ministro e seja posto no cárcere. Em verdade te digo, que dali não sairás antes de teres pago o último centavo.”

“Se seus líderes vos dizem: 'Vejam, o Reino está no céu', então saibam que os pássaros do céu os precederão, pois já vivem no céu. Se lhes disserem: Está no mar, então o peixe os precederá pelo mesmo motivo. Antes, descubram que o Reino está dentro de vós, e também fora de vós. Apenas quando vós se conhecerem, poderão ser conhecidos, e então compreenderão que todos são filhos do Pai vivo. Mas se vos não se conhecerem a si mesmos, então viverão na pobreza e serão a pobreza.”

“Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve.”

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e muitos são os que entram por ela.”

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito na verdade, está pronto, mas a carne é fraca... na vossa paciência salvai vossas almas.”

“Aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte d'água que salte para a vida eterna.”

“Se Me amais, segui os Meus mandamentos: o amor mútuo entre os que creem é a maior sintonia do Reino de Deus.”

“Nisto todos conhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.”

“De que vale ao homem conquistar todos os tesouros da terra e perder sua alma?”

“Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me.”

“Ninguém subiu ao céu, a não ser quem desceu dos céus, o Filho do Homem que ali permaneceu. Onde dois ou três se reuniram em Meu nome, lá Estou entre eles.”

“E eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. O Espírito da Verdade, O Qual o mundo não pode conter... Ele os instruirá de toda a verdade.”

“Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado; ora o servo não fica para sempre em casa, o Filho fica para sempre; se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”

“Eu e o Pai somos Um só; aquele que Me viu, viu ao Pai... o Pai está em Mim e Eu estou no Pai... tudo que é Meu é Teu (do Pai) e o que é Teu é Meu... Nós (Pai e Filho) viremos e faremos nossa morada nele...”

“Nós (Pai, Filho e Espírito Santo) viremos para ele e nele faremos morada. Assim o Reino de Deus penetra no homem.”

“Que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei.”

“Conheça a verdade e ela te libertará.”

“Eu estarei com vocês até o fim dos tempos.”

“O amor é tudo.”

O Valor da Iniciativa


Como somos fortes quando acreditamos que podemos mudar para melhor!
Como somos fortes quando estamos em união convergendo para a mesma direção!

 Assista esse vídeo. Vale apena!!!




Oração a São Miguel Arcanjo


(São Miguel Arcanjo derrotando a ignorância, o desejo e o ódio)
(São Miguel Arcanjo derrotando a ligação humana com a animalidade)
(São Miguel Arcanjo demonstrando que o divino no ser humano dominará o animalesco)


São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate,
defendei-nos com o vosso escudo
contra os embustes e ciladas do demônio.
Deus o submeta, instantemente
vos pedimos e vós, ó Príncipe da milícia celeste,
pelo divino poder, precipitai no inferno a satanás
e aos espíritos malignos que andam pelo mundo
procurando perder as almas. Amém.


 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Lenda Sufi - Isto Também Passará






Um dervishe, depois de uma árdua e longa viagem através do deserto, chegou por fim à civilização. O povoado se chamava Colinas Arenosas e era quente e seco. Não havia muito verde, exceto feno para o gado e alguns arbustos. As vacas eram o principal meio de vida das pessoas de Colinas Arenosas. O dervishe perguntou educadamente a alguém que passava se havia algum lugar onde poderia encontrar comida e abrigo para aquela noite.
- Bem, disse o homem coçando a cabeça - não temos um lugar assim no povoado, mas estou certo de que Shakir ficará encantado de lhe brindar com sua hospitalidade esta noite.
Então o homem indicou o caminho da fazenda de propriedade de Shakir, cujo nome significa "o que agradece constantemente ao Senhor".
No caminho até a fazenda, o dervishe parou perto de um pequeno grupo de anciões que estavam fumando cachimbo e eles confirmaram a direção. Eles disseram que Shakir era o homem mais rico da região. Um dos homens disse que Shakir era dono de mais de mil vacas.
- E isso é maior do que a riqueza de Haddad, que vive no povoado ao lado.
Pouco tempo depois o dervishe estava parado em frente a casa de Shakir a admirando. Shakir, que era uma pessoa muito hospitaleira e amável, insistiu para que o dervishe ficasse por alguns dias em sua casa.
A mulher e as filhas de Shakir eram igualmente amáveis e deram o melhor para o dervishe. Inclusive, ao final de sua estadia, lhe deram uma grande quantidade de comida e água para sua viagem.
No seu caminho de volta para o deserto, o dervishe não conseguia parar de se perguntar o significado das últimas palavras de Shakir.
No momento da despedida o dervishe havia dito:
- Dê Graças a Deus pela riqueza que tens.
- Dervishe - havia respondido Shakir - não se engane pelas aparências, porque isto também passará.
Durante o tempo em que havia passado no caminho Sufi, o dervishe havia compreendido que qualquer coisa que ouvisse ou visse durante sua viagem lhe oferecia uma lição para aprender, e portanto, valia a pena considerá-la. Além de tudo, essa era a razão pela qual havia feito a viagem, para aprender mais.
As palavras de Shakir ocuparam seus pensamentos e ele não estava seguro de ter compreendido completamente o seu significado.
Quando estava sentado sob a sombra de um arbusto para rezar e meditar, recordou do ensinamento Sufi sobre guardar silencio e não se precipitar em tirar conclusões para finalmente alcançar a resposta. Quando chegasse o momento, compreenderia, já que havia sido ensinado a permanecer em silêncio e sem fazer perguntas. Para tanto, fechou a porta dos seus pensamentos e submergiu sua alma em um estado de profunda meditação.
E assim se passaram mais cinco anos, viajando por diferentes terras, conhecendo pessoas novas e aprendendo com suas experiências no caminho. Cada nova aventura oferecia uma lição a ser aprendida. Entretanto, como requeria o costume Sufi, permanecia em silêncio, concentrado nas ordens do seu coração.
Um dia, o dervishe voltou a Colinas Arenosas, o mesmo povoado onde havia passado alguns anos antes. Se lembrou de seu amigo Shakir e perguntou por ele.
- Está vivendo no povoado ao lado, a dez milhas daqui. Agora trabalha para Haddad - respondeu um homem do povoado.
O dervishe lembrou surpreendido que Haddad era o outro homem rico da região. Contente com a idéia de voltar a ver Shakir outra vez, se apressou para ir ao povoado vizinho. Na maravilhosa casa de Haddad, o dervishe foi bem recebido por Shakir, que agora parecia muito mais velho e estava vestido em andrajos.
- O que lhe aconteceu? - quis saber o dervishe.
Shakir respondeu que uma enchente três anos antes o havia deixado sem vacas e sem casa; assim ele e sua família se tornaram empregados de Haddad, que sobreviveu à enchente e agora desfrutava da posição de homem mais rico da região. Entretanto, esta alteração na sorte não havia mudado o caráter amistoso e atencioso de Shakir e de sua família.
Cuidaram amavelmente do dervishe na sua cabana durante os dois dias e lhe deram comida e água antes dele sair.
Na despedida, o dervishe disse:
- Sinto muito pelo que aconteceu com você e sua família. Mas sei é que Deus tem um motivo para aquilo que faz..
- Mas não se esqueça, isto também passará.
A voz de Shakir ressoou como um eco nos ouvidos do dervishe. O rosto sorridente do homem e seu espírito tranqüilo não abandonavam seu pensamento.
- O que ele quer dizer com esta frase desta vez?
O dervishe sabia agora que as últimas palavras de Shakir na sua visita anterior se anteciparam às mudanças que ocorrerem. Mas dessa vez, se perguntava o que poderia justificar um comentário tão otimista. Assim deixou a frase de lado outra vez, preferindo esperar pela resposta.
Passaram meses e anos, e o dervishe, que estava ficando velho, continuou viajando sem nenhuma intenção de parar.
Curiosamente, suas viagens sempre o levavam de volta ao povoado onde vivia Shakir. Assim sendo, demorou sete anos para voltar a Colinas Arenosas e Shakir estava rico outra vez. Agora vivia na casa principal da propriedade de Haddad e não na pequena cabana.
- Haddad morreu há dois anos - explicou Shakir - e, como não tinha herdeiro, decidiu deixar sua fortuna para mim como recompensa dos meus leais serviços.
Quando estava terminando sua visita, o dervishe se preparou para a viagem mais importante de sua vida: cruzaria a Arábia Saudita para fazer sua peregrinação a pé até Meca, uma antiga tradição entre seus companheiros. A despedida de seu amigo não foi diferente das outras vezes. Shakir repetiu sua frase favorita:
- Isto também passará.
Depois da peregrinação, o dervishe viajou à Índia. Ao voltar a sua terra natal, Pérsia, decidiu visitar Shakir mais uma vez para ver o que havia acontecido com ele. Assim, mais uma vez se pós em marcha para Colinas Arenosas. Mas em vez de de encontrar seu amigo Shakir, lhe mostraram uma humilde tumba com a inscrição "Isto também passará". O dervishe ficou ainda mais surpreendido do que das outras vezes, quando o próprio Shakir havia pronunciado estas palavras.
- As riquezas vem e as riquezas se vão - pensou o dervishe - mas, como pode trocar um túmulo?
A partir de então o dervishe adquiriu o costume de visitar a tumba de seu amigo de tantos anos e passava algumas horas meditando na morada de Shakir. Entretanto, em uma de suas visitas o cemitério e a tumba haviam desaparecido, arrasados por uma enchente. Agora, o velho dervishe havia perdido o único vestígio deixado por um homem que havia marcado tão excepcionalmente as experiências de sua vida. O dervishe permaneceu durante horas nas ruínas do cemitério, olhando o chão fixamente. Finalmente, levantou a cabeça em direção ao céu e então, como se houvesse descoberto um significado mais elevado, abaixou a caberá em sinal de confirmação e disse:
- Isto também passará.
Finalmente o dervishe ficou muito velho para viajar, decidindo se fixar e viver tranqüilo e em paz pelo resto de sua vida.
Os anos se passaram e o ancião se dedicava a ajudar a quem se acercava dele para os quais aconselhava e a compartilhar suas experiências com os jovens. Vinha gente de todas as partes para beneficiar-se de sua sabedoria. Finalmente, sua fama chegou até o grade conselheiro do rei, que casualmente estava buscando alguém com grande sabedoria.
O fato era que o rei desejava que lhe fizessem um anel. O anel teria de ser especial: devia ter uma inscrição de tal forma que quando o rei se sentisse triste, olhasse o anel e ficaria contente e se estivesse feliz, ao olhar o anel se entristeceria.
Os melhores joalheiros foram contratados e muitos homens e mulheres se apresentaram para dar sugestões sobre o anel, mas o rei não gostava de nenhuma. Então o conselheiro escreveu para o dervishe explicando a situação, pedindo ajuda e o convidando para ir ao palácio. Sem abandonar sua casa, o dervishe enviou sua resposta.
Poucos dias mais tarde, um anel foi feito com uma esmeralda e foi entregue ao rei. O rei, que havia estado deprimido por vários dias, mal o recebeu, botou o anel no dedo e olhando-o, deu um suspiro de decepção.
Logo começou a sorrir e, pouco depois, ria às gargalhadas.
No anel que usava estavam escritas as palavras "
Isto também passará".

Farid Ud Din Attar - Histórias da Terra dos Sufis




A Força do Pensamento

Acredite na verdade que está dentro de você. Desperte seu Mestre Interior !!!

Dimensões




Esse tema é sempre fantástico, maravilhoso... e acredito que nossa ciência está para dar o grande salto e alcançar além do nosso universo tridimensional. Porque todos os fenômenos psíquicos, p.ex., acontecem usando uma outra dimensão além da 3a. A própria telepatia funciona pela interação instantânea das mentes, e nada há que possa bloquear ou retardar o contato.

Imaginem um universo linear. Uma linha só. Seus habitantes são uns pontinhos que andam para cá e para lá, sobre a linha. De repente, vai você e bloqueia a linha com a ponta do seu lápis. Os habitantes param no bloqueio e ficam imaginando o que seria aquilo que surgira ali inexplicavelmente, uma vez que eles não têm uma visão bidimensional e muito menos tridimensional. E você escolhe um daqueles habitantes da linha, e passa-o para o outro lado do "bloqueio". Ele se surpreende. Que terá lhe acontecido? Para os outros habitantes da linha, o fenômeno foi estonteante: seu colega desapareceu misteriosamente da frente do bloqueio e ninguém sabe onde foi parar. Enquanto isto, os habitantes do outro lado do bloqueio vêem surgir do nada um outro habitante da linha, que conseguiu ultrapassar o misterioso bloqueio. Mas, levando o habitante para o outro lado do bloqueio, você mostrou a ele que existe uma passagem além da sua linha. Você mostrou a ele o universo bidimensional. E ele não encontra mais sossego na alma, enquanto não consegue entender o fenômeno que lhe aconteceu.

Você, com pena dele, arrasta-o novamente para fora da linha e ele compreende, enfim, que existe um mundo maior, que existem habitantes bidimensionais, ele conhece formas como o círculo e o quadrado, que são formados de linhas iguais ao seu mundo. Mas ele ainda não pode vê-lo, pois você está num universo ainda inatingível para ele: o universo tridimensional.
E então, você resolve testar novamente o seu amiguinho e traça um círculo em volta dele. E ele fica preso ali, tentando ultrapassar aquele novo bloqueio que apareceu em seu caminho. Como você acaba por perceber que ele não vai conseguir mesmo, você o pega novamente e faz com que salte sobre o traço que fez no chão. Seu amiguinho fica maravilhado! Acabou de conhecer a 3a. dimensão! Acabou de ver você!... Que visão maravilhosa! Pôde ver aquele que vem despertando sua maior compreensão dos fenômenos universais! E, feliz, fica saltando para fora e para dentro do círculo, para espanto dos habitantes bidimensionais, que vêm seu amiguinho desaparecer e aparecer misteriosamente dentro de seu mundo.

E agora, o teste final: Você prende seu amiguinho dentro de uma esfera de vidro, hermeticamente fechada, e fica observando seu novo desespero. E o desespero aumenta quando ele percebe que nem você poderá retirá-lo dali.

E de repente, você vê seu amiguinho aparecer fora da esfera, voltar para dentro dela novamente, e sair de lá mais uma vez. Ele descobriu uma passagem pela 4a. dimensão, da mesma forma que passou da primeira para a segunda e da segunda para a terceira dimensão! Só que você não consegue compreender como ele fez isto, da mesma forma que os habitantes do círculo também não compreenderam quando ele apareceu e desapareceu de seu mundo bidimensional, e da mesma forma que os habitantes da linha também não entenderam como seu colega conseguiu vencer o bloqueio, aparecer e desaparecer da linha.

Assim estamos nós, vendo as naves aparecem e desaparecerem no céu e procurando compreender o fenômeno dentro da nossa física tridimensional.

Um sensitivo, quando provoca o desaparecimento de um objeto numa sala e o instantâneo aparecimento do mesmo em outra sala, está inconscientemente usando o mesmo processo. De alguma forma, ele consegue locomover objetos através de uma 4a. dimensão.

Assim, vamos esperar que nossos cientistas de hoje, com suas experiências com velocidade, tempo, dobra no tempo e etc., consigam descobrir o que existe além da nossa compreensão tridimensional. Certamente, serão descobertas fantásticas mas, como diz Teilhard de Chardin:

"NA ESCALA DO COSMOS, SÓ O FANTÁSTICO TEM CONDIÇÃO DE SER VERDADEIRO'.

Plano de existência
A teoria multidimensional dos planos de existência ou dimensões múltiplas é uma teoria cosmológica/metafísica/esotérica que defende que a "dimensão físical-material" é interpenetrada ou permeada por outras dimensões subtis (divisas sutís), também designadas por planos ou mundos invisíveis, superiores ou internos.

Dimensões de Consciência
 
Fala-se hoje muito sobre dimensões. Sobre estarmos na terceira... a caminho da quinta... essas coisas...
 
Por isso faço aqui essa menção para dizer que as dimensões não são lugares e sim bandas de frequência como as usadas pela polícia, pelos aviões e pelas rádios, que servem de apoio a certo tipo de energia, de frequência muito mais elevada, mas a idéia é a mesma.
 
O modelo a seguir com os vários níveis de consciência que vivemos concomitantemente, nos foi passado pelo Arcanjo Ariel, que nos fornece uma forma de melhor interpretar cada uma dessas dimensões. Ele as divide em três blocos a seguir:
 

Âmbito da Criação Mais Densa
 
3ª dimensão
4ª dimensão
 

Âmbito da Criação Intermédia
 
5ª dimensão
6ª dimensão
7ª dimensão
8ª dimensão
9ª dimensão
 

Âmbito da Criação Mais Alta
 
10ª dimensão
11ª dimensão
12ª dimensão
 
 

Âmbito da Criação Mais Densa
 

3ª dimensão - Os corpos físicos existem na 3ª dimensão, baseados na matéria física.
 


 4ª dimensão – Trata-se do plano astral, baseado nas emoções. Estas duas dimensões constituem o que denominamos o Âmbito da Criação Mais Densa. Estas são as dimensões nas quais se desenrola o jogo da separação; só aqui é possível manter a ilusão do bem e do mal, o sentir-se separado, tanto do ESPÍRITO, como uns dos outros. E os seres humanos tornaram-se peritos nisto! Este jogo da separação foi muito bem sucedido, mas chegou o momento de dar o apito final; é por isso que este planeta está num estado de ascensão. Neste momento, a Terra encontra-se vibrando na zona superior do plano astral, muito perto da fronteira com a 5ª dimensão, a do Corpo de Luz. Como parte do processo de ascensão, em breve estas duas dimensões mais densas vão ser absorvidas pelas dimensões mais elevadas e deixar de existir.
 
 



Âmbito da Criação Intermédia


5ª dimensão – Esta é a dimensão do Corpo de Luz, na qual sabemos que somos Mestres e seres multidimensionais. Aqui, nos tornamos seres completamente orientados pela espiritualidade. Muitos de nós que aqui estamos nesse lindo planeta azul já viemos desde este ponto, para nos convertermos em Trabalhadores de Luz.

 
6ª dimensão – Contém as matrizes dos padrões do ADN para todos os tipos de espécies da criação, incluindo as da humanidade. Nela também estão armazenados os idiomas da Luz. Esta dimensão é constituída, essencialmente, por cores e tonalidades. Trata-se da dimensão onde a consciência cria através do pensamento. É um dos locais onde trabalhamos durante o nosso período de sono. Nesses momentos em que estamos fora de nossos corpos físicos, pode ser difícil compreendermos o porque de não estarmos num corpo, a menos que escolhamos criar um. Quando vibramos a partir desta dimensão somos como pensamentos vivos. Criamos através da nossa consciência, mas não temos, necessariamente, veículos para elas.


7ª dimensão – Esta é a dimensão da criatividade pura, a da luz pura, a da tonalidade pura, a da geometria sagrada pura e a da expressão pura. É um plano de infinita refinação.



8ª dimensão – Este é o plano da mente grupal, onde entramos em contato com o que temos de mais sublime. Caracteriza-se pela perda do sentido do “EU”. Quando viajamos multidimensionalmente é aqui que temos os maiores problemas para mantermos a nossa  consciência unida, em função de deixarmos de ser “EU” para passarmos a ser NÓS, ou seja, passamos a viver com objetivos de grupo. Assim, poderá parecer-nos como se tivéssemos adormecido ou ficado em branco ou ainda visualizarmos um imenso branco cintilante.



9ª dimensão – Com base nesse esquema que aqui usamos, é o plano da consciência coletiva dos planetas, dos sistemas de estrelas, das galáxias e das demais dimensões. Também aqui é muito difícil manter a consciência do “EU”. Aqui somos tão imensos que tudo é “TODOS”! Imaginemos que somos a consciência de uma galáxia: nós somos cada forma de vida, cada estrela e planeta e cada mente grupal de cada uma das suas espécies! Caso venhamos a visitar essa dimensão nos será muito difícil manter a nossa consciência.
 
 

Âmbito da Criação Mais Alta



10ª dimensão – Esta é a fonte dos Raios, o lugar daqueles a quem chamamos Elohim. É aqui que a Luz se diferencia. É desse nível de consciência que têm origem os planos da Criação,  enviados para os níveis do Âmbito da Criação Intermédia, ou seja, da 5ª à 9ª dimensão. Aqui, poderemos ter um sentido do “EU”, embora muito diferente daquele a que estamos habituados na Terra.
 


 11ª dimensão – Esta é a dimensão da realização da Luz, quer dizer, o ponto antes da Criação, a de um estado de expectativa delicioso, similar ao instante que precede um espirro ou um orgasmo. É o âmbito do Arcanjo Metraton, dos demais Arcanjos e do Akáshico Superior para este sistema da Fonte, isto é, os registos akáshicos para os planetas e as galáxias, tal como para a totalidade deste sistema da Fonte. Nós estamos num dos muitos sistemas da Fonte; portanto, o que aqui é descrito por Ariel, é apenas um dos muitos sistemas da Fonte; Ariel nos diz que se formos a outros sistemas estelares, experimentaremos coisas completamente diferentes. Ele nos diz que enquanto Arcanjo, a sua base é esta 11ª dimensão. Ariel nos diz que vem até nós como mensageiro e salienta que é esse precisamente, o significado da palavra Arcanjo. Ser mensageiro é uma das suas funções, diz ele, dado que tem muitas outras: a de Elohim, por exemplo, mas essa não pode ser descrita por palavras.
 
Nesse momento você pode estar surpreso, mas, temos mesmo muitos tipos de tarefas e dentro de uma mesma mônada energética vivemos muitas realidades ao mesmo tempo. Aqui e em infinitas outras organizações estelares.
 


12ª dimensão – Esta é a dimensão do Ponto Único, na qual a totalidade da consciência se reconhece a si mesma na unicidade completa com Tudo O Que É. Não existe qualquer separação. Se sintonizarmos este décimo segundo nível, saberemos que somos completamente unos com o TODO, com a Força Criadora. Não voltaremos a ser os mesmos porque, desde que tenhamos experimentado a Unicidade, jamais poderemos continuar a sustentar o mesmo tipo de separação.
 
O ESPÍRITO cria a ilusão de separação apenas até à 7ª dimensão. À medida que a frequência se eleva, as diferenças perdem todo o significado e tudo passa a ser “ESPÍRITO”. Existe uma banda de frequência definida em todos estes níveis que atua como um meio unificador, como uma frequência comum, tal como se fosse um canal público de uma rádio. Porém, além de podermos comunicar através dela também podemos ser através dela! Se nivelarmos a nossa consciência com a frequência desta Banda da Unicidade, experimentaremos a unidade completa com Tudo O Que É. Esta banda também é conhecida como Banda Crística; emana do nível Crístico, emitindo sub-harmônicas para o interior de todos os planos mais densos. A energia no nível Crístico é a nossa energia; é o nível em que atuamos como Seres Crísticos, acima da separação. Por uma questão de conveniência, costumamos chamar a esta função: Oficina de Cristo. E, na história da Terra, ela manifestou-se diretamente em forma humana, à parte dos níveis do ESPÍRITO. Estas manifestações ficaram conhecidas como Quetzalcoalt; Hiawatha, Lao-Tsé, Krishna, Buda e Jesus. Todos eles foram projeções diretas da Banda da Unicidade e surgiram em distintos pontos da História para alterar o rumo dos acontecimentos, recordando à humanidade a sua Unicidade. Também usamos o nome de Sananda para descrever a Coletividade Crística.
 
Então é isso! Dimensões são frequências nas quais experenciamos os nossos aprendizados, enquanto Seres de Luz. Na medida em que sutilizemos nossos pensamentos, positivando-os, elevamos nossa energia em uma ou em algumas oitavas de luz e, se estivermos atentos aos nossos pensamentos nesses momentos, conhecemos a unicidade e deixamos de ter dúvidas a esse respeito.
 
Nesses momentos é como se entrássemos em um elevador que nos levasse diretamente ao nível superior: rápido, direto e eficaz. E, no momento em que a porta abre-se, uma imensa onda de amor banha-nos completamente.
 
Luz em sua vida!
 
Palermo